terça-feira, dezembro 09, 2008

Chamado marinho

Navego num mar de alva pele
onde as ondas rebentam ocultas.
Qual será teu segredo, meu oceano amarelo?

Entrega teu vento, inteira!
Os lábios, deixe-os serem somente boca;
a matéria da paixão é vermelha e os queima:
seu caldo escorre fervente,
seu cheiro apalpa as narinas com descontrole,
seu toque é ingênuo e arde.

Sem temer a dor,
minha marcada pele compreende:
ser vulnerável é ser humano e estar vivo.
Não ama aquele que não fere.
Tampouco quem nunca foi ferido.

Por tua adaga não nutro medo.
Erga-a alto, portanto.
Pois poupar é trair —

Vem,
sai do azul, e me tira também;
colore tudo vermelho,
meu oceano branco!

3 comentários:

Pavitra disse...


uma odisséia colorida!

Bruna Assagra disse...

hummmm.... vermelho... gostei dos versos e dos desenhos...

Mariana disse...

uma odisséia...